Já parou para pensar nas pessoas que fazem rir? Aquelas que sem esforço algum acabam sempre te arrancando um sorriso tímido em meio a suas rabugices? Não? Engraçado, sempre penso nelas. Acho que é um dom e se não for deve ser coisa da alma. Essa coisa de chegar e alegrar com a presença, com o bom ou mau humor. Porque, parem para pensar, uma pessoa que te faz rir, as vezes está de mau humor, mas nem por isso ela arranca menos sorrisos de quem está ao redor. Audrey não poderia ter descrito melhor meu modo de pensar sobre isso "eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa". Concordo em número, gênero, grau e sorrisos. Tem coisa melhor por aí? E pra melhorar: é de graça. Cura as feridas, as impotências, os medos, os anseios, uma infinidade de coisas que você nem sabia que tinham cura. Porque rir é externar tudo de ruim que tem dentro de ti, é pegar uma pá juntar toda a sujeira e jogar na lixeira. Rir de si mesmo, dos outros, de coisas e sonhos. Vida longa as pessoas que espalham sorrisos, vida longa as pessoas do riso frouxo, riso gostoso e sem compromisso. Saudações aqueles que gargalham em meio a um pigarro, a um lugar infortúnio ou uma praça cheia de gente esquisita. Parabéns a todos aqueles que conseguem, porque rir é sim um dom. Tem quem ri, mas não acha graça. A graça vem aos poucos, vem com o tempo, você tem que construí-la, moldá-la, torná-la sólida para que ela faça sentido para você e depois atinja os outros, senão vira um grande purê de batatas mole demais, sem consistência. Besteira quem pensa que pra rir tem hora, besteira das grandes. Rir não é só se mostrar feliz, rir é estar nervoso, a beira de um ataque de nervos, estar triste e não conseguir chorar, rir é estar desesperado, com o coração saltando da boca enquanto se está a 1000 pés de altura esperando ser jogado de um avião com um paraquedas das costas. Rir é essa coisa que vem do estômago, que machuca a garganta e explode pelas cordas vocais. Estranho quem recrimina gargalhada, quem não se permite rir e achar graça na risada dos outros. Rir é o melhor remédio, cura a enfermidade do mais moribundo dos enfermos. Portanto ria, quando tiver vontade, em qualquer canto do mundo!
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