Agora eu sei o certo à fazer, ou pelo menos é o meu modo totalmente errado e descontrolado de tentar fazer dar certo. Deve ter haver com o medo ou saudade, eles estiveram do lado de fora, espiando pela fechadura esse tempo todo em que eu pensava. E agora estou preocupada, receosa de que dêem um jeito de destrancar com um grampo, e lá dentro eu guardo tantas coisas, e uma delas é sobre você. Eu guardo o seu modo de sorrir, todos os seus sete modos de sorrir. Espero que você pelo menos lembre do meu amarelo, de canto, de calças jeans e chinelo. Quando o cuco cantou 8 horas encuquei com você, e há quem saiba que quando eu miro, eu laço. Foi uma decisão dessas de última hora, pra ser mais sutil, pois se fosse ser desmedida ficaria no último tic-tac do ponteiro pequeno - um segundo. Lembrei vagamente da sua vontade viver sem rotina, sem o mesmo sol, e fiquei me perguntando até que ponto a vontade e o medo andam de mãos dadas, como um vilão de quinta não obtive sucesso. Quem sabe na próxima quarta ou terça, quem sabe. Mas, foi a partir dessa vontade ou receio, como queira chamar, que encontrei o jeito mais errado de fazer dar certo, ou apenas... tentar. Se tivesse o dom da docência explicaria tim-tim por tim-tim, mas como nem a decência entra mais nessa história, eu só espero que você possa entender!
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