Hoje é pra você, pra mim, pra nós, pra quem servir - garçons.
Aqui é pra escutar, ou melhor, ler. Hoje é pra quem acredita, quem gosta das flores, das cores. Hoje é pra quem tem saudade, pra quem morre de vontade. Hoje é pro pedaço de chão onde atiram as pedras, onde dói a alma. É o sol que castiga a terra.. racha, quebra, mata. Hoje eu quis dar um consolo, um cheiro, um colo, um beijo. Hoje eu quis ver a menina dentro dos seus olhos brincando saltitante, mas só o que enxerguei foi o reflexo do meu olhar sem brilho, num caco de espelho quebrado na calçada - sete anos de azar. E você ve que mudou quando acorda e não sabe onde está, demora um tantinho pra lembrar que está em casa, e o pior ou melhor, sem ninguém. Até mesmo sem o gato que ronronava no peitoril da janela quando tinha fome. Menos comida, menos bebida, pois é, menos vida. Mas é assim, a vida vai passando, vai acabando. É uma big bang, todos temos um - pode explodir a qualquer moment.. BUM!
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