O mundo foge quando menos esperamos. É como colocar a mão para abrir a porta do carro e ele acelerar. O chão sai do alcance, o vento fica mais denso. Mão fantasma toca a alma de quem pode. É simples como pedir "duas colheres de açúcar", e difícil como "não te quero mais". Mescla o colorido e o preto e branco, a voz e o silêncio, o surdo e o mudo, o certo e o inseguro. O lenço cobre as maçãs pinceladas de vermelho, tão nítidas sob o pano. Claro, que ambíguo. E se fosse escuro? Ninguém enxergaria nada, e se nada for tudo, ninguém enxergaria tudo. E se ninguém for alguém, e esse alguém for você. Você enxergaria tudo, de uma maneira turva. Vultos, tumultos. É sempre assim por aqui. Fique, pegue a xícara de chá. Bem-vindo!
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