Eu sempre escrevo sobre meus novos amores. Tanto aqueles que deram certo, quanto os que eu nem cheguei a conhecer. Acho que todos merecem uma página em algum capítulo qualquer da minha vida. Acho que qualquer pessoa que tenha aflorado meu coração em algum momento mereça essa colher de chá. Gosto de escrever pra lembrar depois, egoísta que sou. Chegou, entrou, sentou e ali ficou por horas. Hora ou outra eu pousava meu olhar sobre você, sorrateira, sem dar vestígio. Uma pedra por fora, mas louca para que me pegasse no colo e me contasse uma história. Quando o tempo já estava se esgotando, o frio reinava lá fora e estava quase indo embora... aconteceu. Puxa, aconteceu. Cá estou. Devem estar se perguntando "foi bom?". Bom? Foi bom, muito bom. Sabe aqueles beijos dados não só com a boca? A gente beijou com os olhos, com as mãos, arriscaria dizer até com a alma, tamanha intensidade. E ao mesmo tempo foi calmo, sereno, cheio de vontade. Mas, não era hora de ir embora? E quem disse que um beijo não ter poder de mudar o destino? Mudou, pediu e ficou. Dormiu comigo, e só dormiu mesmo. Minto, ficamos conversando por horas, rindo e fazendo declarações inúteis que nunca levarão a lugar nenhum. Minto novamente, ele fez as declarações, eu não consigo assim tão rápido. E a gente se beijou, de novo e de novo e de novo e foi bom de novo, de novo e de novo. A gente adormeceu e acordou na madrugada. Corrigindo, a gente fechou os olhos por uma hora e acordou. Ok. Trocamos palavras soltas, aleatória e voltamos a dormir. Enquanto a madrugada ia passando, calando um aqui e outro ali, nós nos procurávamos na cama, dávamos as mãos e jogávamos as pernas um por cima do outro em busca de conforto. E tivemos, foi bom. Dormi bem, acordei rodeada de carinhos e beijos, abraços sem fim, e eu poderia ficar ali naquele abraço a manhã toda, não fosse o despertador e meu trabalho me chamando. Fui trabalhar mais feliz do que o normal, um sorriso a toa no meio de uma lauda, outro quando lembrava do meu nariz no dele, coisa linda de cinema. Foi um encontro ideal e não sabia se nos veríamos de novo. Alguns minutos depois tive minha respostas, nós nos veríamos de novo e quem estava em dúvida era ele, topei. E foi tão gostoso, fazia tanto tempo que não passava o dia trocando mensagens, provocaçõezinhas, vontades de estar aqui e ali, foi bom e eu gostei. Gostei do brilho nos olhos, da cara de bobo, do nariz pequeno, do sorriso torto e do abraço quente. Me aconcheguei e não quis mais sair, tão bom encaixar assim, mesmo sabendo que não passa de um simples trem em que vou ter que desembarcar na próxima estação. Mas, enfim, acho que a vida deveria ser de momentos assim, de pessoas assim, que entram na sua história para te fazerem sentir bem, sentir felizes, nem que só por um café da manhã. Coisas passageiras com gosto de verdade e um olhar sincero. Vou confessar, estou esperando pelos próximos dias e minhas borboletas se alvoroçam vez ou outra, checo meu celular constantemente e rio a toa.
No comments:
Post a Comment