Sabe, eu ainda achava que da próxima vez que te visse, que existessem apenas sete palmos entre meu corpo e sua cabeça, eu sorriria sem pressa, sem medo. Não sei quando aconteceu, se foi você quem me deu as dicas, se aquelas palavras cruzadas estavam travadas, mas eu dei um jeito de descobrir. É, isso mesmo. Eu dei um jeito de por toda a roupa suja do cesto para lavar, eu consegui. Eu dei jeito naquelas plantas horríveis no beiral da janela, o que eram aqueles ramos? Eu limpei toda a sujeira que ainda tinha embaixo do tapete, joguei tudo fora. Joguei todas as lembranças e relembranças que tinha. Mas, por que? Talvez seja o teu jeito de revirar os olhos que mudaram, a gargalhada ficou meio rouca, e as mãos afinaram. Mas o cheiro ainda é o mesmo, ainda bem. É a única coisa que eu não precisava que mudasse. E ele se mistura com o meu da mesma forma, com os mesmos olhinhos brilhando e formando duas bolas vermelhas bem no meio das suas bochechas. Acho que agora que já resolvi tudo comigo mesma, podemos nos dar ao luxo de sermos mais uma vez. E agora seremos o que quisermos.. Juntos!
No comments:
Post a Comment