Não sei se é pela brisa que sopra tão devagar no início do outono, ou se são os pingos de chuva que caem tão depressa no começo do desespero noturno. Não quero acreditar que as coisas passaram e que o trem não vai voltar. Prefiro ficar presa em algum lugar qualquer, vendo o sol nascer quadrado e coisas do gênero, do que ficar aqui livre, leve e solta, mas com o coração acorrentado ao mar. Quem aguentaria esse tipo de lição da vida. As vezes chego a pensar que os castigos que recebo são muito mais do que mereço. Mas sei que devo esperar, que eu posso esperar, porque atrás de toda nuvem existe um céu imenso e lindo, pronto pra outra. Existem a lua e as estrelas para me alentar, e mãos para me segurar. No outro lado da sala existe um esboço triste, onde tentei emitir meus sentimentos mais cegos por você. Bom, acho que nada se confundiria com a imensidão do meu eu por você agora. Preferia que fosse a paixão, mas ela insiste em se mesclar com o amor, o desejo e a solidão. Laços são difíceis de se desfazer, por muitas vezes são indivisíveis, parecem átomos teimosos, melhor esamigas no final de semana. Quem pode prever por quanto tempo isso vai durar. Acho que é só olhar pros meus cílios e perguntar, eles nunca mentem. Eles balançam e param curvilíneos. Agora vão permanecer fechados, já cansei de mentir!
No comments:
Post a Comment