Quando se ama nada pior que a distância, nada pior do que a sede quando não se tem uma fonte.
A primeira das distâncias é a física, distância de corpos, e eu diria que é a menos pior, a mais suportável, por saber-se lá, saber-se amar quem está lá e saber que também é amado. Saber que é uma questão de tempo para se estar junto. A segunda, a pior de todas eu diria, é a distância próxima, saber-se ali e não poder tocar. Estar perto e muito longe ao mesmo tempo. Ter de ver e conter a vontade de jogar-se nos braços do outro. A terceira é a distância de corações, o frio que invade o ego enquanto estão todos ali sentados diante da lareira. Queima até derreter o gelo, acontece quando a frieza toma o olhar e penetra na pele. Vem do medo, das feridas gravadas no coração e principalmente das marcas deixadas por estas feridas. A quarta e última distância, é a distância do amor recíproco, mas que por algum motivo não consegue ser vivido, talvez por estar no lugar certo, na hora errada!
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