Sabe o que acontece?! Acontece é que você quer mas não tem coragem de enfrentar os outros. E não quer ao mesmo tempo que eu pare de corresponder, pois se algum dia resolver lutar contra as espadas, quer que eu esteja ali parada. Só que eu já percebi, e não, não aceito. Não quero. Eu não sei o que passa na sua cabeça, não da pra entender. Num dia me ama, no outro me ignora. Não chega a odiar, mas só porque o vento não deixa, porque a brisa do mar te faz pensar, lembrar. O problema é bagunçar minha cabeça do jeito que faz todas as noites. Quando eu teimo em dormir, e meu celular teima em piscar, piscar, piscar até eu atender, até eu ler as letras que formam palavras doces. O problema é que pede que eu te esqueça e noutro dia qualquer diz que é melhor lembrar pra sempre. Da o tapa com a mesma mão que acaricia. E eu não sei nem porque eu continuo aqui, em pé, nessa sala de espera, que parece ser de um consultório médico. Justo eu que sempre fui tão impaciente, impulsiva e inconsequente. O que faço aqui numa noite de sexta-feira? Incompetência dos meus hormônios. Justo eu, justo eu. Malditas 'inas'.
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