As vezes quando olho no espelho e vejo Isadora me da um aperto no peito. Quando olho pra dentro de mim me agonia. As vezes me assusta o tom blasé como enfrento a vida em algumas situações. O que me assusta mais é o modo como vejo as pessoas e seus sentimentos, e como muitas vezes não vejo os meus. Não os reconheço. As vezes tento, juro, me esforço pra exprimir alguma 'ina' mas nem assim da certo. Não sei se alguma coisa no sorriso perdeu a graça, ou se os ossos se desgastaram, gengivite quem sabe. Quero bem, muitas vezes mais do que coca-cola, mas não passa disso. E nem me pesa mais. E não digo isso com gargalhadas na ponta da língua, mas com lágrimas nas narinas. Na verdade, eu me preocupo. Mas não há nada que se possa fazer. Não é doença, e muito menos tem cura. Algum dia um coelho sai da cartola, alguma mágica no escuro, e então eu possa assim largar a coca-cola e querer bem demais algum misterzinho qualquer. Dificult.
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