Feito coisa feita, é assim que se da! Os pôres-do-sol alaranjados, o céu cor-de-rosa, a areia branca, os olhos cinzentos! Faz sol lá fora e chuva aqui dentro.. as pegadas são as mesma de dez anos atrás, nunca mudam, nunca mudaram! O mesmo homem, com o óculos na cabeça, mandando as crianças sentarem. É engraçado, chega a ser cômodo o fato das coisas continuarem amarelas.. amarelas como o vento que sopra o chapéu do senhor pra perto do mar. A cara amarrada do sol quando a lua toma seu lugar, tão imponente, cheia de si. Não sei o que se passa aí dentro, se a maré baixou, se a maresia voltou. O relógio hoje despertou, reclamou da falta de tempo, justo ele que é cheio das nove horas.. quem é que entende o mundo hoje em dia! As andorinhas emitem um som azul, que se mistura com o assobio do vento, formando uma orquestra.. no mesmo instante as cigarras declararam falência, e as formigas morreram de fome! E o mundo foi virando o que virou, durante milhões e milhões de anos..
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