Thursday, November 02, 2006

Inconsequente.

Tá, eu sempre fui meio inconsequente, eu sei admito, mas eu mudei. Eu sei que nunca pensei nas consequências. Eu sei que quase sempre agi por impulso e um número considerável de vezes eu, literalmente, me ferrei. Sei que não me importava com os sentimentos dos outros, eu simplesmente fazia, e eles que se virassem. Eu sei que magoei muitas pessoas, falei em momentos que deveria ficar calada. Fui cruel, aliás muito cruel. E relembrando agora, eu percebi que eu não tinha esse direito. Mas e quem se importava? Eu não me importava. Eu fazia, falava e ia embora. Eu não ligava se isso deixaria algumas marcas, elas algum dia ou outro cicatrizariam. Eu me arrependo de muitas coisas, de muitas longas brigas em vão. De deixar o orgulho falar mais alto, diante de amizades tão grandes. Eu perdi muito tempo. Mas como sempre, o tempo sempre ajuda, e ele nos muda. Eu não sou mais aquela inconsequente de antigamente. Eu costumo pensar nos outros também, no quanto meus atos vão interferir na vida deles. Costumo ficar calada e observar, ouvir, isso é muito mais vantajoso do que falar. Aprendi muito mais. Aprendi que o que você julga importante, vale todo o esforço do mundo.

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